17 de mar de 2009

LEGADO



LEGADO
(Genaura Tormin)

Não vou esquecer
o frio da linguagem,
o rosto da imagem,
a lâmina que mata.

Aceitarei tudo,
concreto ou abstrato,
com o mesmo canto,
a mesma gargalhada
que me fazem forte,
capaz de cantar a morte
e repuxar-lhe a boca de palhaço.

Com sangue,
deixarei gravados,
a dor e a ternura,
marcos indeléveis
dessa caminhada.

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