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fevereiro 27, 2021

VESPERAL


VESPERAL
(Onestaldo de Pennafort)

Dentro do véu da tarde silenciosa,
os jardins adormecem a sonhar...
Choram, sonhando, a sorte de uma rosa
que vai morrer nos braços do luar.

Dentro do véu da a tarde silenciosa,
alguém soluça, erguendo os braços no ar,
uma velha balada dolorosa
de um grande amor que ninguém soube amar...

Pela tristeza de um longínquo olhar,
dentro do véu da tarde silenciosa,
beijo uma sombra que me faz chorar.

Canta um repuxo na hora vaporosa...
Quantas flores ainda vão tombar
dentro do véu da tarde silenciosa...

janeiro 14, 2015

XII




Olhar a realidade face a face!
viver! (mas como se a gente sonhasse...)

Onestaldo de Pennafort,
in Arte by Igor Zenin


XI




Ah! velhos livros... Emoções passadas...
Já não nos falam mais como falaram!
Se são as mesmas pálpebras cansadas
e os mesmos olhos, já que não mudaram

as palavras das páginas marcadas,
por que não choram mais onde choraram?
É que as palavras ficam bem guardadas
lá no recanto d’alma em que ficaram.

E quantas almas há num corpo, quantas!
— cismo ao reler um livro, velho amigo
que o tempo amarelou e a que umas plantas

deram um cheiro bom de tempo antigo,
e que eu embora leia tantas vezes,
tantas… quero chorar e não consigo!


Onestaldo d Pennafort,
in Poesia

maio 23, 2012

ONESTALDO DE PENNAFORT


Palavras e palavras...
Algumas, sem sentido, sem razão
de ser; outras, alucinadas como as
lavas de um vulcão...
Mas sempre as mesmas...palavras...

(Escuta o meu silêncio...)


Onestaldo de Pennafort,
em Poesia