17 de jun de 2012

RETALHOS


RETALHOS
(Jenario de Fátima)

Que nosso amor seja algo assim bem leve.
Como é bem leve o riso da criança,
Que em correria se arremessa e lança
Sobre a campina feita em branca neve.

E se este amor tiver a vida breve.
Que sua brevidade seja mansa,
Tal qual a pluma que no ar balança,
Deixando encanto na rota que escreve.

Porem se um dia deste amor partires,
Entenderas que olhares deslumbrados
Só brilham enquanto dura o arco-íris.

Mas no entanto não seguiras sozinha,
Hás de lembrar que em meio a teus guardados,
Haverá sempre alguma coisa minha.

2 comentários:

  1. Soneto lindíssimo e eu adoro! Lembrou-me J.G. de Araujo Jorge, do qual eu gostei muito. E gosto! Tudo passa nessa vida! E eu aqui fico dolorida a remoer saudades daquele tempo de tanta felicidade que nos alvejou um dia. Assim como essa música. Tudo muito lindo por aqui. Significa outras terras, outras plagas, outras primaveras.

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  2. Realmente, um tempo que marcou nossas vidas, o auge do J G, mas agora temos ao vivo o Jenário de Fátima. bjo, querida.

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