25 de jun de 2012

A MORTE DAS ROSAS



Nos canteiros orlados de verdura,
De mil gotas de orvalho umedecidas,
Cheias de viço e de perfume ungidas,
Desabrocham as rosas à ventura.

Mas a vida das rosas pouco dura,
E as míseras em breve, enlanguescidas,
A fronte curvam, nos hastis pendidas,
Sob os raios do sol que além fulgura.

E vão largando as pétalas mimosas
Ao sopro mau dos vendavais infestos,
E os despojos finais das tristes rosas

De cor vermelha, pelo chão tombados,
Fazem lembrar sanguinolentos restos
De pobres corações despedaçados.


Pe. Antônio Tomaz

3 comentários:

  1. Belíssimo !!! Penso que por isso é que as rosas não falam...

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  2. Parabéns, mais um cantinho de belos poemas, com o gosto de minha querida amiga Amália Catarina.
    Lindo demais, perfeito. Bachianas Brasileira e você!
    Beijinhos.

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  3. Obrigada Maria Luiza e Maria Madalena,
    minhas duas queridas MARIAS, sempre carinhosas. Beijo.

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