6 de abr de 2012

Sou tudo e não sou nada


Sou tudo e não sou nada
(Genaura Tormin)

Nos recônditos de mim,
Os compartimentos secretos do ser que sou.
Descubro-me inteira, com essência e cor,
Pois a coragem que me alicerça,
O vento não levou.

Os versos ainda dedilham um canto,
Uma melodia, uma canção...
Sorvem o néctar das flores
E o gosto dos amores.

A alma alada viaja pelo eito das palavras,
No dorso da poesia.
E na estrada, agora tão vazia,
O amor ainda se faz, amainando dores.

Trago a sonoridade das cascatas.
Ainda sou a ave das campinas ao cair da tarde.
Galopo no caminho da mata densa,
E me embriago com o cheiro da terra molhada.

Sou tudo e não sou nada!

Nenhum comentário:

Postar um comentário