6 de abr de 2012

POEMA RECLUSO


POEMA RECLUSO
(Genaura Tormin)

No horizonte,
Moribundo se curva o sol poente.
Um dia a mais passou sem que eu te visse.
O poema recolheu-se medroso
Ao frio de minha tristeza.
Tudo extremamente só!

Os momentos se arrastam
E a nossa música agoniza,
Chegando a ferir os meus ouvidos.
Há um marasmo no ar.
Um gosto fúnebre,
Uma carência dolorida.
Tudo tão eterno, feito a saudade tua.

Não há aroma de flores,
Nem cantar de pássaros...
O vento está parado,
Nem sibila a ramagem lá fora.
Apenas a companhia de fantasmas.

Parece o fim!
Faz frio na alma,
E congelado está o amor
Nos compartimentos de mim.

2 comentários:

  1. Eu aqui!!
    Nossa!
    Obrigada pelo carinho, viu!
    Quando leio, assim, tão bem arranjado, com essa música que eu amo, fico encantada e até penso que não fui eu quem o escreveu.
    Às vezes penso que sou minha própria leitora e gosto disso.
    Beijo grandão, querida!

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  2. Que bom! E tem de gostar mesmo, se não, como colocaria para as outras pessoas? Vc é uma grande poeta, de quem muito me orgulho. bjo

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