28 de jan de 2012

À sombra do salgueiro...


À sombra do salgueiro...

Porque fosses o sonho de ventura
Que eu tanto ambicionara e conseguira,
Nunca julgara, nem jamais previra
O transe cruel que agora me tortura.

Só a extensão de um grande mal sem cura
Poderia mostrar que me iludira;
Que a ventura na vida é uma mentira
Sempre falaz àquele que a procura.

Louco de dor, o espírito delira
E a Castália das lágrimas apura
A emoção de infortúnio que me inspira...

Mas foi tamanha a minha desventura,
Que pendurei, muda e quebrada, a lira
No salgueiro da tua sepultura.

Da Costa e Silva

4 comentários:

  1. Que lindo soneto. Volta-me ao passado. Tempo bom. Quanta saudade! Na época e gostava muito dos poemas J.G. de Araújo (?)
    Beijo grande
    Genaura Tormin

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  2. Respostas
    1. Um mimo, sua página é gostosa de andar, passear devagarinho, lentamente, gosto muito da poesia assim, em clima de alma e coração, pra vc minha poetiza bjos, bjos e bjossssssssssssssss

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  3. Mara


    só hoje respondo a visita ao meu cantinho
    Só hoje fiquei tranquila para o fazer.
    esta lareira não era uma lareira qualquer
    era a minha lareira.
    e era a minha preocupação..
    O meu marido ia ser operado.eu estava muito preocupada e sem animo para muita coisa.
    Mas a operação correu muito bem e ele já está em casa.
    ontem tbm fiz uma pequena cirurgia à boca para implantes e vim muito debilitada e nem abri o pc.
    hoje venho dar-vos um beijo e partilhar convosco a razão da minha ausência..

    beijosssssss

    LAREIRA

    Lareira acesa...
    Lareira quente...
    Vermelha muito vermelha...
    Cheia de cores...
    Que aquecem...
    E me deixam encostar...
    O meu rosto ao teu...
    E dizer-te baixinho...
    Fica aqui...
    E deixa-me ficar...
    Sempre assim!...

    LILI LARANJO

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