22 de set de 2010

Primavera

A vida se transforma num poema,
E vibra o coração dentro da gente,
É como se no olhar restasse apenas,
A noite devorando o Sol poente!...

O tempo, com suas asas de falena,
Planta no céu estrelas reluzentes,
Estrelas intocáveis, tão pequenas,
Fagulhas dos amores mais ardentes!...

A mansidão da lua cobre a terra.
Ao sono dos mortais a paz encerra
Na linha do horizonte um doce enlace...

Um novo amanhecer abre as cortinas
E em coloridas flores vespertinas
Na madrugada a primavera nasce!...

(Ciro Di Verbena)

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