24 de set de 2010

Os Caminhos Da vida

Os Caminhos Da vida
Os caminhos Da vida. Os Caminhos da Vida
são Assim:
Meiga e calma era a rua estreita.
Poucos movimentos e
muito pouco sorrisos velados.
Voam crianças.Em suas almas a candura
da inocência canta,
anjos quardam e a aventura zela.
Alegre e boa passa a Vida e seu Manoel
junto a ela.
E quando o véu da noite beija-lhe a
face enrugada,porém bela.
As borboletas virgens dos sonhos
pousam nas cabeças
das crianças,que antes da enxurrada ,
corriam
como deuses na chuva,
perto da loja de brinquedos de seu Manoel.

Parte I

Tem um casarão antigo , desses de
grandes portões ,
de olhares misteriosos.Alguns jovens ,
fingindo-se de detetives ,
caçam fantasmas que carregam anjos
nos braços.
E eles vivem no Reino da Utopia sem
pensar na
eterna Lei da Mutabilidade exterminando
o que a Fantasia Cria.
E tem aroma de pureza nos jardins.
Sossego nas águas que correm.
Voam pássaros azuis , estridulam cigarras
amarelas.
E um leve canto,
uma suave prece que eleva às estrelas
seu pedido de Obrigado!!!

Parte II
O tempo passa. As ruas são alargadas
pelos passos da miséria,
pelo canto da incerteza ,pelo pinche
da maldade .
Há becos escuros , gritos na noite.
Os jovens adolescentes
dividem entre si: os cigarros misteriosos,
a seringa.
E não tendo a erva,a coca , o pó,
apanham cogumelos
no estrume do cavalo.
Seu Manoel , antigo comerciante ,
fecha a loja.
Nenhum cadeado contém a fome
do desespero .
Todos os brinquedos morrem à noite .
Todo cadáver é mudo.
Papel Algum erque a Lógica dos Mortos.
Nascia à noite. Todos os rumores
diluíam nela .
Desprendia do meu ser uma canseira,
um sono, uma preguiça.
E em tudo me debato na minha dor,
como sofro.
Minha natureza desmaia em uns tons
dourados de tristeza, perde a cor,
fica pálida
e fria.
Como sinto frio. Pouco a pouco,
surge à lua tremula,
tremula... anoitece.
Todo cadáver é mudo, só uma
linguagem opera: o frio.
A humanidade foi envolvida na
onda amarga
de uma civilização
vertiginosa e doentia.
Quando todo se reduz a simples
fórmulas ,
de execução
fácil e imediata.
A alma a se sentir perturbada -
perde a Origem.

Parte III

O casarão antigo -perdido,como os
jovens nas esquinas da vida
e o fantasma que tanto queriam pegar ?
Pegou-os de surpresa e aniquilou
os seus sonhos .
Agora eles são caçados,na rua ,
como amimais
de prostituição.
E as mães?deste infortúnio?Criam filhos
bastardos que na
pobreza suas almas prosperam.

O Fim
Tortuosa e vazia passa a vida.
Seu Manoel morre e o véu da noite cobre
com a poeira os infiéis.
Olham os crepúsculos raiados
de sangue,
procurando no
horizonte indeciso
-OS SIGNOS BENTIDOS DA
REDENÇÃO HUMANA.
Porém só encontram poeira suja.
Um torvelinho imenso,
ao infinito labirinto
de contradições de matéria fria , nua .
Não há final feliz para esta prosa
poética.
A vida é bem dosada de luz e
trevas e às vezes,
é dentro de nos mesmos que
tem de sair
o alívio para nossa alma sofredora.
O nosso coração tem remédios
infinitos
para as nossas infinitas dores...

A piedade humana é uma flor tão rara!
Que mal consegue alcançar
a luz e se desabrochar...
O ferro improvisa a pedra.
Somos da cinza a ave Fênix e nela o
fogo extinto de flores.
Maria Cristina Moysés

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