15 de set de 2010

Noites Intermináveis

Todos os dias dos grandes amores!
Na fonte, na alma, no frasco contido
Que lança no ar o olor florido:
...Diamantes lapidados!... Arcos... Cores...

Ouviram belos sons nos bastidores;
Foram noites e noites de alaridos!...
Havia, na alcova: — corpos inibidos!...
Das almas, como reles caçadores...

De tanto amor na escuridão,
Amantes: — Sedentos de paixão;
Seguem compassos, ambos silentes!...

Amanhece!... Inda há beijos de prazer,
Haverá outro clima ao anoitecer;
Esperam as loucuras!... Mais quentes!...

(Machado de Carlos / Reggina Moon)

2 comentários:

  1. Que coisa mais linda!!!!!!!
    Soneto fantástico escrito por duas pessoas que tenho paixão: tu e Machado são simplesmente Perfeitos!

    Noites intermináveis... é sempre assim que sentimos quando amanhece e acabamos por criar noites artificiais durante o dia para que continue.

    Beijos com carinho nos dois.

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  2. Pat.,

    Grata por seu comentário!!Fiquei muito feliz de compartilhar desse momento com esse grande sonetista de admiro muito!Foi uma honra!

    Que bom que tenha gostado!!

    Um beijo!

    Reggina Moon

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