4 de ago de 2010

Lampião


Meu velho lampião a querosene,
relíquia que conservo com cuidado,
herdei de quem também legou-me o gene
de homem de bem, guerreiro, honesto e honrado!

Sinto-lhe a falta e a dor castiga, infrene,
quando te olhando lembro inconformado
quanta festança e quanto ato solene
nós três compartilhamos no passado!

A casa então se torna o antigo rancho,
no canto o esteio, e nele o velho gancho...
e o pranto de saudade aflora e cai...

e ao transmutar-se assim todo o ambiente
- magia da lembrança - em minha frente
não vejo o lampião, vejo meu pai!


Pedro Ornellas

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