4 de ago de 2010

Azul Geral


Enquanto a lua for calada e branca
eu serei sempre o mesmo, este esquisito,
este invisível vulto, apenas visto
quando o vento, de leve açoita as folhas.
enquanto a lua for calada e branca
eu serei sempre o mesmo, apenas visto
quando um raio de sol morre na lágrima
que se despede de uma folha verde.
eu serei sempre assim, apenas sombra,
apenas visto quando a voz de um gesto
colhe no bosque alguma flor azul.
apenas visto quando em fundo azul
voar a garça (o meu adeus ao mundo?),
enquanto a lua for calada e branca.


Ernesto Penafort

2 comentários:

  1. Nossa!!! Muito tocante! Lindo demais!

    Arrepiei com tamanha entrega que pressenti ao ler seus belos versos!

    Maravilhoso! Parabéns!

    Beijos!

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  2. Assim como a rede de poesisas o blog é belíssimo!

    Vou seguir e colocar na minha lista de blogs.
    Beijos

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