17 de jul de 2010

Pirata


Sou o único homem a bordo do meu barco.
Os outros são monstros que não falam,
Tigres e ursos que amarrei aos remos,
E o meu desprezo reina sobre o mar.

Gosto de uivar no vento com os mastros
E de me abrir na brisa com as velas,
E há momentos que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso.

A minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor,
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo deste sonho e nunca durmo.


Sophia de M.B. Andresen

2 comentários:

  1. Olá

    Estava a visitar o "Verso&prosa" quando reparei neste poema do "frestapoetica" e não resisti em passar por aqui. É que Sophia é uma das minhas poetisas preferidas e este poema...este poema cala em mim bem fundo, nunca me canso de o ler!

    Muito obrigado e um grande abraço

    ResponderExcluir
  2. Linda essa solidão, adorei, Minha Rainha, espero que esteja muito bem, beijos !!!

    ResponderExcluir