26 de jul de 2010

PINGOS de DOR…


PINGOS de DOR…

Oculto-me à luz da Lua, companheira habitual
das viagens, em sonhos nocturnos.
Dias inquietos, forçam-me a procurar tranquilidade.

Sofro de SAUDADE dos dias que se ausentam
imperceptivelmente…

Os meus momentos, tão reais! -são ilusórios
como o pôr – do – SOL, que não houve…

Acaricio minh’alma com pingos de dor caídos pela face,
ao som do choro das negras nuvens, que desabam!

São momentos de inquietantes intermitências
esses pingos de dor , sentidos e sensíveis,
vigorosos, atentos ao quebrar de laços poderosos…

Quem me rodeia, não me vê, no seu viver…
não medita… não sente o cheiro do medo oculto, dos ciprestes.

Loucos!
Tudo é TUDO----tão pouco…
…tão pouco, que se torna NADA!
…NADA, é pó!
PÓ que se perde ao sabor dos VENTOS
SEMPRE ATENTOS…
perdidos nas almas, sem DÓ!

Maria Ribeiro

3 comentários:

  1. Maravilhoso este poema da Maria Ribeiro.


    Quem me rodeia, não me vê, no seu viver…
    não medita… não sente o cheiro do medo oculto, dos ciprestes.

    É mesmo isso, só no meio de muitos.

    Beijinhos
    Sonhadora

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  2. PASSION: não sei como foi possível, pois embora não tenha a nota de "REGISTADO" à mostra, o MEU LUSIBERO É REGISTADO!
    Mas gostei muito, sinceramente, amiga!Obrigada por ter gostado... deste modo!
    BEIJO DE
    Mª ELISA- (http://lusibero.blogspot.com)

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