29 de jul de 2010

Banalidade


Vou cavar uma tumba
coser uma cruz de madeira
semear um punhado de flores

Para aquele cachorro vadio atropelado na rua

Que eu perdi a força
para abrir covas
aos homens mortos que semeiam a cidade e os campos


Ruy Guerra

Um comentário:

  1. Grande e Eterno Ruy Guerra! Tatuagem da minha alma... ERÊNDIRA...

    Lindos posts!!!!

    Para todos os poetas do FRESTA POÉTICA há um presente em meu blog. Amo todos os poetas deste blog! Vocês são incríveis e maravilhosos!!!

    Vim seguindo os passos de Regina Moon e encontro Ulisses Reis e Companhia Ltda. PARABÉNS A TODOS!!!!

    Super beijos!!!

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