19 de jun de 2010

INTERREGNO


INTERREGNO

Meus ouvidos ouviram
A tua súplica, dormitando
que estavas em mim

Meus olhos te viram na penumbra
E te enlaçaram

postos em ti

Minhas mãos tateando o tempo
Encontraram o vento.
levando a mim e a ti

Minha voz, rouca, acordou
Murmúrios de sonhos
que estavam aqui

Meus lábios entreabertos, então
Na flacidez da manhã
encontraram os teus

E fomos tão somente você em mim
Eu em você...

Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

Um comentário:

  1. Querida Regina, obrigada pela postagem do poema. Abraços e carinho. Márcia Vilarinho

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