23 de abr de 2009




EVIDÊNCIA
(Genaura Tormin)

No silêncio
Lamentos tardios
E escusas do que se foi.
O cérebro confunde
Os desejos esquecidos.

O tempo está parado,
O vento não encanta,
Como outrora,
Porque as flores
Já não exalam perfumes.

Não há espera...
Ela não é necessária.
Os dias são normais.
O querer se foi
Com o entardecer
Numa revoada de pássaros.

Mesmo assim,
Eu sinto frio.
Tudo está tão só!
No silêncio,
Respostas de perguntas
Feitas ao nada.

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