17 de mar de 2009

SAPATINHO


SAPATINHO
(Genaura Tormin)

Foi um presente,
o sapatinho
único,
sozinho,
que baila com o vento,
aguçando a memória.

Seu solado branco,
ileso,
aperta-me o peito,
tortura-me o ser,
marejam-me os olhos.

Sapatinho marron,
companheiro constante,
paradoxo do meu bailado:
o que vive apensado ao chaveiro
da porta do meu quarto.

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_ Você vai voltar a andar, mamãe! Palavras do Frederico, que à ocasisão contava 6 anos de idade, ao me entregar o presente.

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